Inovação como resiliência escolar

Inovação como resiliência escolar

Inovação como resiliência escolar

Estudos prospetivos a nível global identificam várias tendências emergentes na Educação pós-pandemia. Entre estas, adquire especial destaque a inovação que se gerou no seio do sistema educativo, antecipando mudanças futuras inevitáveis no ensino e na formação. 

Ora, as oficinas de inovação pedagógica dos Centros Educativas da Rede Doroteia, impulsionadas pelo projeto Bússola 21, têm estado muito ativas e vão antecipando essas tendências. Recordam-nos que, não obstante todos os condicionalismos a que estamos sujeitos, realidades há que não se conseguem confinar. A educação da interioridade é uma delas, como nos narram a variedade das experiências implementadas: desde a confeção de máscaras, à assunção do corpo ou à formação da integralidade da pessoa, tudo é passível de gerar ressonância interior e ajudar a construir significado e relação. 

Outra tónica de inovação pedagógica tem sido, claramente, a participação: a voz e a vez das crianças e dos jovens alunos dos nossos Centros imprimem marcas que já não se apagam, seja na criação de uma rádio, nas assembleias de turma ou na reestruturação dos jardins – tudo está impregnado de autoria para que os alunos sejam “protagonistas da própria vida…”, como propõe o perfil identitário do aluno das Irmãs Doroteias. E, para quem desejar confirmar que o processo de autoria pessoal nos nossos Centros é realizado em espírito de família, convidamos a conhecer o projeto Mentorias

Em tempos de Covid-19, a resiliência escolar tem vindo a desempenhar um papel decisivo para as crianças, famílias e comunidades. Segundo a UNESCO (2020. Education in a post COVID world: Nine ideas for public action), no contexto da pandemia, os sistemas educativos mais resilientes têm sido os que estiveram mais envolvidos com as famílias e as comunidades. Cabe aqui, pois, uma palavra de gratidão às famílias dos nossos alunos e aos nossos parceiros pela cumplicidade manifestada na superação de obstáculos frente às adversidades que todos temos vindo a enfrentar.

Autoria: José Luís Gonçalves
Centro Educativo/Instituição: Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti
Contactos: jlg@esepf.pt

Reestruturação dos Jardins da Obra Social Paulo VI: uma vivência de participação

Reestruturação dos Jardins da Obra Social Paulo VI: uma vivência de participação

Reestruturação dos Jardins da Obra Social Paulo VI: uma vivência de participação

Este projeto teve o seu início no decorrer do ano letivo anterior, fruto da vontade manifestada por algumas crianças em querer inserir algumas mudanças no espaço exterior do Centro Educativo. As suas propostas foram a discussão em Assembleia, tendo sido decidido começar pela ideia que reunia mais consenso e entusiasmo: a cozinha de lama, que atualmente faz as delícias das crianças. No entanto, muitas das ideias que haviam sido partilhadas ficaram por realizar devido ao fecho abrupto das escolas. Assim, já este ano letivo, na primeira Assembleia de Centro, e porque as crianças mantinham o seu desejo de enriquecer os jardins, voltamos a abordar este tópico, tendo surgido, pela sua voz, as seguintes sugestões para introdução de novas áreas, equipamentos ou materiais:

“Um ateliê de expressão plástica com um carrinho de tintas e folhas.”

“Uma área de construções com blocos de madeira, carros e estradas.”

“Tendas com caixas de areia e camas de rede”

“Ter mais motas e trotinetes.”

“Uma cozinha de lama no jardim dos mais pequeninos.”

“Um comboio para brincar no jardim para cabermos lá dentro.”

Feitas as propostas e mediante aprovação das mesmas, foram divididas as tarefas pelos diferentes grupos de crianças, ficando todos com algo para fazer (planear, recolher material, organizar, escrever cartas aos pais), quer por sala quer juntando-se a outro grupo que tinha o mesmo interesse. 

Algumas destas ideias já estão em andamento, como é o caso do projeto de construção de um comboio que permita que as crianças entrem e brinquem no seu interior. Este grupo começou por planear graficamente o comboio que queria construir, incluindo todas as características que consideraram importantes. Lembraram-se depois de convocar o carpinteiro da nossa escola para uma reunião com o propósito de apresentar o seu projeto, tendo em conjunto negociado os materiais a utilizar e a forma como a sua proposta se poderia concretizar. Agora, mãos à obra, que o entusiasmo é muito e o comboio que nasceu da cabeça das crianças vai ganhar vida e embarcar em mil viagens. Será o SEU comboio. 

Este é um pequeno exemplo que ilustra como a participação efetiva das crianças nas dinâmicas do Centro é impulsionadora das mais variadas aprendizagens, entre as quais destacamos a capacidade de fazer escolhas, tomar decisões, projetar, negociar ou colaborar com pares e adultos. Estamos certos de que a participação e intervenção direta das crianças na vida do centro contribui para o desenvolvimento de cidadãos ativos, críticos e transformadores da realidade. Uma realidade que é a sua, que a si pertence e diz respeito. 

Autoria: Daniela Martinho e Kathy Silva
Centro Educativo: Obra Social Paulo VI 
Contactos: daniela.martinho@obrasocialpaulovi.pt e katherine.silva@obrasocialpaulovi.pt

A minha voz, a nossa voz

A minha voz, a nossa voz

A minha voz, a nossa voz

“A minha voz, a nossa voz” tem como objetivo a aplicação de instrumentos/estratégias de organização social nas vivências diárias com as crianças (Plano do dia, diário de grupo, mapa de atividades, assembleias de grupo, mapa dos responsáveis, comunicações). A intencionalidade é potenciar ainda mais o seu envolvimento nas rotinas/dinâmicas de sala/Instituição onde lhe deve ser dada a voz, de acordo com o seu direito de participação. Perante a interrupção das atividades letivas presenciais, o projeto tornou-se ainda mais desafiante: Dar continuidade à utilização destas estratégias, já iniciadas em contexto escolar, mas agora numa situação de intervenção educativa à distância. Foi possível privilegiar as boas práticas de participação da criança continuando a acreditar na importância do seu envolvimento na planificação/avaliação das atividades diárias e na continuidade da construção de aprendizagens significativas. 

 Algumas das nossas práticas de promoção da participação da criança…Agora à distância! 

A nossa intervenção caracterizou-se pela realização de atividades síncronas diárias (videochamadas)/atividades assíncronas(partilhadas na plataforma pedagógica utilizada como meio de comunicação com as famílias). Estes momentos foram planeados e geridos pelas próprias crianças, dando corpo a esta prática tão importante que é considerar a sua voz.

Nas videochamadas realizavam assembleias de grupo semanais para planificar/avaliar em conjunto: as crianças decidiam o que fazer diariamente nas atividades síncronas/assíncronas (construíam um plano semanal) e avaliavam as dinâmicas realizadas. Nestas ocasiões expressavam como era motivador sentirem-se escutadas.

Demos voz às crianças através de momentos diários de partilha: realizavam apresentações/comunicações em direto sobre as suas descobertas e aprendizagens. 

Dinamizavam projetos de produção que eram do seu interesse e apresentavam com o maior entusiasmo as suas realizações a todo o grupo, mantendo-se unidas na partilha de aprendizagens e saberes. 

Num inquérito de satisfação, os Pais destacaram como aspetos mais positivos desta intervenção o contacto diário, a rotina que se manteve, a diversidade das propostas e a adequação aos interesses das crianças.

Também as crianças foram escutadas: “Adoro as minhas reuniões”, “As aulas eram diferentes mas engraçadas”, “Gostei de participar nas videochamadas e ver os meus amigos todos os dias.”

Mesmo à distância… dar voz às crianças foi sempre a prioridade de toda a equipa. E assim, foi possível dar continuidade a um projeto que tem como objetivo colocar, cada vez mais, as crianças no centro de todo o processo de ensino-aprendizagem. Fica o sentimento de realização e, mesmo perante uma distância física que se impôs, a proximidade entre todos foi sentida diariamente.  

Autoria: Adriana Moreira, Ana Rodrigues, Dores Maciel, Sandra Esteves, Teresa Casal
Centro Educativo: Instituto S. José 
Contactos: ed.adriana@institutosjose.pted.ana@institutosjose.pted.dores@institutosjose.pt;
 ed.sandra@institutosjose.ptteresacasal@institutosjose.pt

O Meu Corpo é um Tesouro!

O Meu Corpo é um Tesouro!

O Meu Corpo é um Tesouro!

O processo iniciado com o Bússola 21 tem sido acompanhado por momentos de Formação específica e por momentos de Encontro e de Partilha Intercentros que se têm revelado em entreajuda, enriquecimento e aprendizagem valiosos para a Inovação pedagógica no nosso Centro, assim como, a tomada de consciência da importância do trabalho colaborativo para a mudança das estratégias e metodologias pedagógicas.

Sentimos que a abertura para a mudança acontece como resultado de todo o apoio e orientação dos responsáveis do Projeto e da adesão e entusiasmo da equipa educativa, e da direção do nosso centro que sentem necessidade de ter um Horizonte Educativo que privilegie os princípios da Democracia Participada, da Educação Inclusiva, da Heterogeneidade, com a Participação de Todos, de Aprendizagens Significativas resultantes dos interesses e curiosidades da Criança, num processo de Educação de Infância capaz de mapear aprendizagens, integrar Metodologias e de usar Diferenciação Pedagógica.

Realçamos a importância da dimensão da Educação na Interioridade, onde é dada primazia ao fazer desabrochar em cada criança a sua dimensão interior, num trabalho muito inicial mas fundamental de construção do Ser, da consciência, promovendo um crescimento amadurecido para que venha a refletir-se mais tarde numa cidadania ativa e comprometida. Neste sentido, temos proposto, desde o início deste ano letivo, diversas oportunidades de vivência de experiências de interioridade, trazendo este ano a novidade destes momentos, em que privilegiamos o silêncio e um ambiente de serenidade, convidativo à Escuta, não se restringirem à Sala de Interioridade, mas antes que se expandam a toda a Instituição, quer no espaço exterior (Jardim), bem como em cada sala de atividades, surgindo em diferentes momentos do dia, pequenos gestos que compõem as “rotinas de interioridade”.

Sublinhamos uma última proposta de atividade/interioridade no Jardim para a criança explorar a consciência corporal, a valorização do corpo e a importância dos sentidos.

Foi um momento de fruição com impacto nas crianças que foi revelado em expressões como:

“Gostei de passear pelo jardim descalço e sem meias”; “Gostei de ouvir os sons e sentir os cheiros da natureza”; “Senti-me muito bem, porque ouvi música, senti formiguinhas nos pés”; “Gostei mais de fazer desenhos na terra com folhinhas, pinhas, pétalas, bolotas, pedras e raminhos”.

Autoria: Ana Teresa Brás e Conceição Freitas
Centro Educativo: Fundação Imaculada Conceição
Contactos: geral@doroteiascovilha.net

Ser voz na Escola

Ser voz na Escola

Ser voz na Escola

Olá! 

Somos os alunos dos 3os anos do Externato do Parque e fomos desafiados a escrever este texto onde vamos partilhar convosco a nossa opinião sobre as assembleias que fazemos à sexta-feira.

As assembleias de turma são importantes porque podemos identificar e apresentar o que mais gostámos/o que correu melhor e o que não correu tão bem ao longo da semana. Se temos algum problema ou conflito que não conseguimos resolver sozinhos, é nas assembleias de turma que nos ajudamos uns aos outros e pensamos em soluções para ajudar os nossos amigos a resolverem problemas. 

No início da semana elegemos o presidente, que é quem orienta e fica responsável pela assembleia, e o secretário, que vai registar o que correu bem e mal bem como as sugestões de melhoria para que mais tarde possamos revisitar e relembrar se estamos a concretizar o que foi proposto!

Aprendemos a explicar bem as nossas ideias, a ouvir as ideias dos nossos colegas e a tentar chegar a acordo sobre a melhor solução para uma situação.

Sabem? É muito bom sentir que as nossas opiniões são respeitadas e que podemos partilhar as nossas ideias para nos sentirmos cada vez mais felizes no colégio! 

Para além das assembleias de turma, em cada período, os delegados e dois representantes de cada turma reúnem-se com a nossa direção para transmitir ideias, sugestões e discutir assuntos importantes. Podemos ajudar a tornar o colégio num lugar melhor para os alunos, pois as ideias que temos não ficam nas nossas cabeças, podemos passá-las para as cabeças dos mais velhos e, juntos, refletimos sobre essas ideias, se serão mesmo importantes e pertinentes, pensamos como pôr em prática e distribuímos tarefas para que todos participemos e na melhoria. Sentimos que assim somos todos responsáveis pelo que acontece na escola.

Autoria: Turmas do 3º ano 
Centro Educativo: Externato do Parque
Contactos: carlabarroso@externatodoparque.ptcarolinacastelobranco@externatodoparque.pt

Mentorias

Mentorias

Mentorias

O projeto Mentorias radica no que de mais profundo tem o perfil identitário do aluno de um Centro Educativo das Irmãs Doroteias porque consubstancia a ideia de serviço, porque concretiza o «dar-me», porque estimula verdadeiramente a participação das crianças, porque nos distingue quando, voluntariamente, nos descentra do «eu», nos obriga a estar atento ao outro e a fazer dele uma prioridade.

Num trabalho eminentemente cooperativo, enriquecedor e desafiante, que se pretende positivo e duradouro, os alunos mais velhos, parceiros supervisionados por professores-tutores, acompanham, protegem, ensinam e orientam os mais novos, oferecendo-se como exemplo, transmitindo confiança e ajudando na construção de uma estrutura de aprendizagem que, não obstante, transforma e traz benefícios para todos: instituição, mentores e mentorandos.

Autoria: Hugo Pestana
Centro Educativo: Colégio de Santa Doroteia
Contactos: hugo.pestana@csdoroteia.info

“Wake Up!” – Conheço o meu Corpo

“Wake Up!” – Conheço o meu Corpo

“Wake Up!” – Conheço o meu Corpo

Os alunos do 3º e do 4º ano viveram o Projeto “Wake Up!” – Conheço o meu Corpo. Numa sessão de Interioridade, levaram-se os alunos a reconhecerem-se como únicos, conscientes das suas emoções. Em aula, a história “O Pássaro da Alma” foi interpretada e elaborou-se um guião de compreensão.
Posteriormente, os alunos foram surpreendidos por um pássaro à entrada das salas, com um enigma para descodificar, que os levou à mata do Colégio, onde partiram à descoberta dos ossos do esqueleto humano que aí estavam enterrados e, posteriormente, reconstruíram-no. Esta atividade motivacional introduziu a unidade de trabalho sobre o corpo humano. Organizaram-se “estações pedagógicas” que facilitaram o processo de ensino e de aprendizagem dos alunos.
Seguidamente, realizaram a compreensão e escuta ativa do poema “O esqueleto”.
E não podiam deixar de desenvolver os dotes vocais… Aprenderam e cantaram a música “Da cabeça aos pés”, acompanhada por uma divertida coreografia.
Legendaram, em Português e Inglês, o esqueleto que descobriram. Foi um dia cheio de atividades e rico em aprendizagens!
Utilizando a metodologia da sala de aula invertida, propôs-se aos alunos que recolhessem material sobre animais vertebrados e invertebrados. Depois, construíram cartazes com o material recolhido.
Quiseram saber mais… improvisou-se um laboratório. Será que os ossos se mantêm sempre resistentes? Foi a questão problema que os orientou numa atividade experimental. Cumpriram o procedimento sugerido, prevendo e registando o que aconteceria aos ossos e aos líquidos em 10 minutos, 2 horas e 2 dias.  Conforme o tempo foi avançando, observaram e registaram as evidências na carta de planificação. Concluíram que as substâncias ácidas desgastam o cálcio existente nos ossos, enfraquecendo-os.
Paralelamente, pesquisaram os alimentos que fortalecem os seus ossos, comemoraram o Dia Mundial da Alimentação com um batido saudável de leite, banana e morango.
Em Educação Física, jogaram ao “Mexe o esqueleto”. Neste jogo reproduziram as posições que a Poli mostrou nos cartões com os esqueletos.
Em novembro, construíram os vários sistemas do funcionamento do seu corpo, desenhando e legendando nas t-shirts, em Inglês, o sistema digestivo, sua constituição e função.
E de que sistema fará parte o nosso coração? Após a sua descoberta, os alunos construíram o principal órgão do sistema circulatório.
Entretanto,… descobriram o sistema respiratório e seu funcionamento. 
Como?
Construíram o aparelho respiratório, com materiais do dia a dia, compreendendo o seu funcionamento.
O resultado final do projeto… ficou incrível!
Pela boca das crianças e dos adultos ecoavam frases…
“Uau! Que espetáculo!” “Aprender assim é divertido!” “Foram mesmo vocês que fizeram?!” “Foi a melhor exposição que já vi!”
Sim, esta exposição foi diferente… itinerante, em que as crianças passearam pelo colégio, com as t-shirts, onde estavam registados os sistemas aprendidos!
Foi realmente um GRANDE PROJETO!

Autoria: Susana Moreira e Liliana Freitas
Centro Educativo: Colégio do Sardão
Contactos: direccao@colegiodosardao.org

Participar: representar…unir… levar mais longe

Participar: representar…unir… levar mais longe

Participar: representar…unir… levar mais longe

No Colégio Nª Sª da Paz crescem as formas e os meios de Participação dos Alunos na vida do Colégio. E o primeiro momento, a primeira experiência, é a tomada de decisão sobre aquilo em que lhes interessa participar. Há projetos belíssimos que não chegam a arrancar… e projetos imprevistos que correm velozes. 

Rádio Paz | AM

No início do ano letivo, fomos convidados pelo professor que coordena o projeto RÁDIO PAZ I AM para integrar a equipa responsável pela execução do mesmo projeto.

Para criar uma rádio na escola, um dos primeiros passos, além de decidir o nome da rádio, foi construir um projeto que estivesse vinculado ao projeto pedagógico da escola. O projeto contemplou os objetivos da rádio, a divisão de responsabilidades e o tipo de programação que seria veiculada. Seguidamente, definiu-se o formato da programação, nomeadamente notícias, música, educação assim como o horário. Foi, igualmente, criado um logotipo por um dos elementos da equipa com base nas cores do colégio. 

Foi necessário organizarmo-nos e fazer a gestão coletiva e democrática dos recursos, da programação, das responsabilidades, promovendo assim o exercício de cidadania.

Na realidade, este projeto revelou-se de grande interesse para todos nós, uma vez que vai ao encontro da interdisciplinaridade presente na abordagem de diversos temas e do interesse coletivo pelos meios de comunicação.  

É certo que vivemos numa era marcadamente digital, onde os novos suportes e recursos tecnológicos da informação e da comunicação desempenham uma função de extrema importância, podendo, este projeto, ser uma mais-valia para a inovação da nossa escola. 

Maria Francisca Costa Pereira

Reinventar o significado de Associação de Estudantes

Ser Associação de Estudantes é ser todos os alunos. A nossa função, como Associação de Estudantes, é representar os alunos, fazer ouvir as suas opiniões e pedidos, e fazer o máximo para que todos se sintam numa Comunidade Aberta e Feliz. Em tempo de pandemia, enquanto estamos todos confinados às nossas quatro paredes, pode parecer desafiante a concretização desta missão. No entanto, a construção de Comunidades Abertas e Felizes para a Transformação do Mundo começa em nós, onde quer que estejamos. 

Em janeiro, no início do Segundo Período, abraçamos a oportunidade de sermos eleitos para representar os alunos, num ano um pouco imprevisível, já que a qualquer momento poderíamos voltar ao Ensino à Distância, tal como em março de 2020. E assim foi, poucos dias depois das eleições viemos para casa e tivemos de “sacudir o pó” às nossas salas de aula no Zoom. Como em tudo o resto, também a AE se teve de reinventar. Tentamos, então, fazer com que os alunos se sentissem o mais próximo possível entre si, ainda que distantes, e cientes de que o colégio estava sempre presente (Colégio Contigo). Com esse intuito, desenvolvemos algumas atividades, como por exemplo, emissões semanais na Rádio “Paz I AM”, a promoção de alguns workshops, criação de um banco de resumos para incentivar a entreajuda na comunidade que é o colégio e, não podíamos deixar de parte, o contacto e disponibilidade constantes através das nossas redes sociais.

Por fim, queremos realçar o facto de esta estar a ser uma experiência diferente, única, pois, ser Associação de Estudantes, num ano atípico como este, exige responsabilidade, maturidade e, sem dúvida, criatividade. Cremos que está a contribuir para o nosso desenvolvimento, não só enquanto alunos do Colégio, mas enquanto pessoas, e acreditamos, que seja das melhores formas para estarmos presentes e envolver os alunos nos projetos do Colégio.

Manuel Faria Ferreira e Beatriz Paupério 

Autoria: Maria Francisca Costa Pereira; Manuel Faria Ferreira; Beatriz Paupério
Centro Educativo: Colégio Nossa Senhora da Paz
Contactos: mariafranciscapereira11038@colegiodapaz.org
manuelferreira9024@colegiodapaz.orgbeatrizpauperio15060@colegiodapaz.org

Podemos confinar também a nossa Interioridade?

Podemos confinar também a nossa Interioridade?

Podemos confinar também a nossa Interioridade?

No nosso Colégio, instituição que prima pela abertura à relação de proximidade, sentimos cada sessão de Interioridade como uma experiência única, em que docentes e alunos se predispõem a vivenciar as mais profundas emoções e os mais revoltos mares de angústias e superações.

As nossas sessões de Interioridade, ao longo deste ano letivo, tiveram como principal objetivo a descoberta e a valorização do território interior de cada aluno, procurando encontrar uma maior sintonia consigo próprio e na relação com os outros e com Deus, de forma natural e autêntica. As sessões que foram dinamizadas resultaram num crescendo de envolvimento e à-vontade por parte dos intervenientes. Obrigados a confinar no período de Ensino à Distância, entre 15 de janeiro e 5 de abril, considerámos estas sessões essenciais pela extrema importância de que se revestiu a presença constante dos colegas e dos professores, no dia a dia de cada discente. Somos da opinião que este facto contribuiu para a estabilidade emocional de todos, sentindo-se cada aluno acompanhado, de forma a serem evitados, em si, sentimentos de solidão, abandono ou esquecimento. 

Neste percurso evolutivo, foram dinamizadas sessões de construção de uma fotobiografia e a produção demáscaras, onde se evidenciaram momentos de relaxamento, partilha emocional e social e de consciência corporal, uma vez que as mudanças se produzem de forma muito rápida e os(as) meninos(as) têm, amiúde, pouca maturidade para as assumir. É importante, por isso, que vão conhecendo, aceitando e integrando o próprio corpo, em busca da sua identidade pessoal, desenvolvendo a sua memória significativa, com base numa reflexão pessoal do seu eu interior e exterior, ou seja, aquilo que revelam aos outros e o que está menos exposto e que cada um guarda para si. Neste seguimento, e devido à instabilidade emocional que se verifica nesta faixa etária, aliada à falta de comunicação no seio de algumas das famílias dos nossos alunos, sugerimos o envio da fotobiografia aos pais, de modo a proporcionar um agradável momento de partilha de memórias comuns.

Em suma, apesar das adversidades vivenciadas durante o período de confinamento, podemos constatar que as sessões de Interioridade continuam a ser uma mais-valia para todos nós, alunos, famílias e professores, tendo sido um grande desafio que se revelou enriquecedor e que nos ajudou, sem dúvida, a crescer.

Autoria: Ana Alexandra Rodrigues; Ana Afonso; Patrícia Cardoso ; Pedro Teixeira
Centro Educativo: Colégio da Imaculada Conceição – Viseu
Contactos: Ana Alexandra Rodrigues – p48@cicviseu.net; Ana Afonso – p05@cicviseu.net; Patrícia Cardoso – p102@cicviseu.net; Pedro Teixeira – p100@cicviseu.net

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