Perfil do Educador dos Centros Educativos das Irmãs Doroteias

Perfil do Educador dos Centros Educativos das Irmãs Doroteias

Perfil do Educador dos Centros Educativos das Irmãs Doroteias

O processo Bússola 21, ao desencadear o dinamismo de renovar por dentro o estilo de educar dos nossos Centros Educativos, pede muito mais do que inovação pedagógica.

Pede um rumo: que tipo de Escola, para que tipo de Alunos, com que que tipo de Educadores, através de que tipo de práticas pedagógicas…

A definição de um perfil de Educador insere-se neste rumo. 

Educar com as Irmãs Doroteias é, antes de tudo, encarnar uma espiritualidade. Uma espiritualidade que se torna proposta educativa. E que implica:

Um modo de ser pessoa: Pessoa INTEIRA, marcada pela SIMPLICIDADE e pelo modo de ver de Deus; Pessoa COMUNITÁRIA, marcada pelo ESPÍRITO DE FAMÍLIA e pelo modo de relacionar-se de Jesus; Pessoa DOM, marcada pelo ESPÍRITO DE SERVIÇO e pelo modo de agir que é serviço à construção do Reino de Deus. 

Este modo de ser pessoa configura um modo concreto de educar, de ser profissional de educação e ensino. A explicitação deste modo de ser profissional educador compreende três dimensões interligadas: as características pessoais fundamentais, as competências profissionais fundamentais e as competências profissionais específicas.

Características pessoais fundamentais: vive os valores do Evangelho: conhece-se a si mesma; tem vocação de serviço e vocação pedagógica; tem capacidade de discernimento e de coerência.

Competências profissionais fundamentais: desenvolve atenção e cuidado; trabalha em equipa; tem capacidade de liderança e de comunicação; sabe planificar e organizar; é capaz de autoavaliação e melhoria contínua.

Competências profissionais específicas – docentes: competência científica e pedagógica; corresponsável pela promoção do projeto vital de cada aluno e pelo seu desenvolvimento integral; é capaz de gerir o currículo e de utilizar as tecnologias educativas; revela capacidade de adaptação e de flexibilidade.

Competências profissionais específicas – não docentes: capacidade de conhecer e acompanhar os alunos, em tempos não letivos; capacidade de acolher cordialmente todos os contactos da instituição; de cumprir integralmente todas as normas de higiene e segurança.

Ter um Perfil de Educador coerente com a identidade dos Centros Educativos é o que permite fazer uma seleção criteriosa de candidatos, estabelecer um itinerário formativo coerente e definir um processo de avaliação e melhoria.

Demos aqui uma brevíssima síntese do texto. Depois de um tempo longo de consulta e reflexão nos Centros, a elaboração do Perfil do Educador está em fase conclusiva e o texto vai ‘regressar’ aos Centros para ser assimilado e se tornar o modo de ser Educador/a nos Centros Educativos das Irmãs Doroteias.

Autoria: Irmã Lúcia Soares
Contacto: soares.lucia@esepf.pt

A Participação das Crianças e Jovens e a Aprendizagem em Rede

A Participação das Crianças e Jovens e a Aprendizagem em Rede

A Participação das Crianças e Jovens e a Aprendizagem em Rede 

Planificação com as Crianças, Instituto São José, Vila do Conde

Neste ano desafiante, um dos grandes objetivos da OIP da Participação das Crianças foi contribuir para o fortalecimento da aprendizagem em rede.

Assim, e considerando a necessidade de promoção de um trabalho cooperativo, que se percebe não ser fácil nem espontâneo, defendemos que, para se conseguir avançar neste percurso de transformação dos processos de ensino aprendizagem que se pretendem ricos, com qualidade e significativos, há aspetos que devem ser tidos em atenção. Desenvolver a capacidade de colaboração implica, desde logo, uma capacidade para fazer um diálogo profissional e uma predisposição pessoal para sair da sua zona de conforto e articular saberes e estratégias num projeto comum. Temos consciência de que se trata de um desafio grande, mas também de grande importância.

Neste sentido, promovemos, desde o início do ano, para além do contacto mensal com cada centro, encontros inter-Centros. Através do agrupamento dos centros em dois grandes grupos (de acordo com as valências que possuem) foram criados espaços para os educadores/professores reunirem uma vez por mês, trocarem experiências, discutirem ideias, resolverem dificuldades, etc.

Foi possível, através desta articulação, identificar temáticas comuns no trabalho desenvolvido pelos diferentes Centros Educativos. Assim, os projetos podem enquadrar-se dentro de alguns grandes temas:  a reflexão acerca das questões da documentação pedagógica, construída com a Participação das Crianças (“A tua voz” ISJ, Vila do Conde; e “Documentação Pedagógica”, OSPVI, Lisboa); as experiências de realização de Assembleias – de turma/grupo e de escola – (ISJ, Vila do Conde; FIC, Covilhã; OSPVI, Lisboa; EP, Lisboa; CIC, Viseu; e CSD, Calvanas, Lisboa);  a exploração e alteração de espaços exteriores (“O meu mundo é brincar”, ISJ, Vila do Conde; “Vamos explorar o jardim”, FIC, Covilhã; “Restruturação dos jardins”, OSPVI, Lisboa; “Pintar a manta”, CS, Sardão; e “Recreios”, CSD, Calvanas, Lisboa); a comunicação e notícias dos Centros Educativos (“Jornal de parede externo”, FIC, Covilhã; e “Newsletter”, CS, Sardão); a mediação entre pares(“Pontos de escuta”, CNSP, Porto; e “Gestão de conflitos”; CSD, Calvanas, Lisboa); as experiências de voluntariado(“Sementes da Paz”, CNSP, Porto); e o apoio tutorial entre pares (“Mentoria”, CSD, Calvanas, Lisboa).

O trabalho desenvolvido mostra-nos como a participação pode ser um elemento central da ação pedagógica que desejamos construir em conjunto. Vislumbramos um caminho que se sabe complexo e desafiante, mas que nos permite acreditar num alargamento da participação das crianças e dos jovens, como protagonistas transformadores nos diversos domínios e espaços da vida dos nossos Centros Educativos.

Autoria: Irene Cortesão; Pedro Jesus
Oficina de Inovação Pedagógica: Participação das Crianças
Contacto: icc@esepf.pt ; pedro.jesus@csdoroteia.info

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