Autor: Irmãs Doroteias

Peregrinação Europeia de Jovens

Entre os dias 3 e 7 de agosto de 2022, vai acontecer em Santiago de Compostela a Peregrinação Europeia de Jovens (PEJ).


A Juventude Doroteia une-se aos Serviços Diocesanos da Pastoral Juvenil (SDPJ) de Coimbra e de Leiria-Fátima para responder ao convite à participação neste grande encontro.
A PEJ prevê reunir milhares de jovens de toda a Europa, à semelhança de uma Jornada Mundial da Juventude, num ambiente de partilha e de festa.

Além da participação nos dias do encontro (3 a 7 de agosto), propomos uma peregrinação a pé desde Ribadavia até Santiago de Compostela, pelo Camiño Miñoto-Ribeiro, durante 5 dias, a partir do dia 29 de julho, percorrendo pouco mais de 100km.


Todos os jovens da Juventude Doroteia, dos 15 aos 35 anos, podem inscrever-se.

Modalidades de Inscrição

A – Participação na peregrinação a pé desde Ribadavia e no encontro PEJ em Santiago de Compostela

Esta modalidade de inscrição inclui: 

  • todo o alojamento e as refeições dos dias 29 de julho (jantar) a 7 de agosto
  • chegada a Santiago de Compostela no dia 3 de agosto
  • transporte de Fátima, Coimbra e Aveiro até ao início do caminho em Ribadavia no dia 29 de julho (a organização do transporte está condicionada ao nº total de participantes e poderá ter implicações no custo final)
  • transporte de regresso a Aveiro, Coimbra e Fátima no dia 7 de agosto, após o encerramento da PEJ. (a organização do transporte está condicionada ao nº total de participantes e poderá ter implicações no custo final)
  • credencial do peregrino, para ser carimbada durante o caminho
  • compostelana’ (o diploma que certifica a realização do Caminho de Santiago).

Valor de inscrição: 280€

B – Participação no encontro PEJ, em Santiago de Compostela, de 3 a 7 de agosto

Esta modalidade de inscrição inclui:

  • alojamento e refeições em Santiago de Compostela dos dias 3 (jantar) a 7 de agosto. 

O transporte para Santiago de Compostela e de volta à sua Diocese fica ao encargo de cada participante. No entanto, mediante disponibilidade, há a possibilidade de a viagem de regresso poder ser no autocarro dos peregrinos a pé (valor a definir).

Valor de inscrição: 130€

—///—-

Nota: O valor da inscrição nas várias modalidades é o que está indicado para os jovens peregrinos que façam a sua inscrição até dia 23 de maio. Depois desta data, os valores sofrerão um acréscimo, de acordo com as indicações da organização da PEJ e mediante a disponibilidade de lugares.

Condições de inscrição:

  • Idades compreendidas entre os 15 aos 35 anos;
  • Os menores de idade terão de ter um peregrino adulto que assuma as responsabilidades legais.
  • Adultos com mais de 35 anos que vão a acompanhar um grupo, podem inscrever-se.
  • A inscrição não pode ser feita de outra maneira, uma vez que a organização da PEJ apenas aceita jovens inscritos através dos organismos diocesanos de Pastoral Juvenil. Assim, em comunhão de Igreja, a Juventude Doroteia une-se às Dioceses que vão embarcar nesta aventura.

INSCRIÇÕES CLICK AQUI

Para mais informações contacta:

juventudedoroteia.ssd@gmail.com

Ir. Lisete: 967215260

Três nomes, três escolas

Três nomes, três escolas

Autoria: Camila (6 anos), João (5 anos), Bruno (6 anos) e Kathy
Centro Educativo/Instituição: Obra Social Paulo VI
Contacto: katherine.silva@obrasocialpaulovi.pt

Três nomes, três escolas

João, o futurista

O nome da minha escola era Escola João, como eu. Era uma escola diferente. Não tinha números de sala, mas tinha fotografias para saberem de quem é que são as salas. Havia câmaras de vigilânca para ver se alguém tirava coisas valiosas. Tinha uma parte que era um museu com artes, estátuas e outras coisas. Tinha um jardim que era um labirinto e se fosse Natal havia lá coisas de Natal. A comida para comer também era diferente. Os meninos escolhiam o que queriam, mas havia uma espécie de máquina que fazia a comida e aparecia uma mão robótica com o prato de comida. Havia um portão que fazia a minha escola virar. Era assim que fazia eletricidade.  Tinha professoras e professores. Nós cá temos poucos homens. Eu gostava de ter um professor de viagens que é um professor que faz viagens com os alunos e se houver coisas que não sabemos ele explica e vamos aos sítios. Nas sanitas da casa de banho havia uns botões que faziam puxar o autoclismo e tinha umas mãos que tiravam o papel higiénico e limpavam. Eram umas mãos robóticas.

Camila, a sonhadora:

A minha escola chama-se Escola de Sonhos. Podia vestir-se as roupas de casa e não havia batas. Cada sala tinha um nome próprio, tipo sala dos pássaros. Tinha três jardins: um tinha um chão igual a um xadrez, havia árvores e um labirinto. Existia um grande ateliê que tinha quadros e caixas para guardar as pinturas mais valiosas. Os meninos faziam projetos e exploravam coisas nos jardins. A comida era tudo o que nós queríamos. Havia muitas caixas cheias de comida e os meninos punham no seu prato. Não havia sopa mas havia uma grande sobremesa: um gelado enorme para cada um! Não mudava os professores mas queria ter um professor de ciências, ciências plásticas e uma professora de ar livre. Havia muitas casas de banho e eram separadas. A das meninas tinha coisas lindas e a dos meninos coisas de Floresta. Os meninos é que punham essas decorações. Os bebés também tinham a sua casa de banho própria.

Bruno, o idealista:

A minha escola tinha um jardim gigante! Tinha uma horta, duas mesas de matraquilhos, tinha uma garagem e muita luz. Dava para jogar ténis, ping pong e podia-se levar brinquedos de casa. Podíamos chegar cedo ou tarde. Havia três refeitórios, um para os meninos grandes, outro para os meninos médios e outro para os pequeninos. Dentro das salas havia escrita e matemática, um espacinho só para fazer experiências, construções, um ateliê, uma mesa com jogos e em vez de faz-de-conta tínhamos um espacinho a fingir que é lá fora, com árvores de brincar. Em vez da biblioteca tínhamos um sítio…uma mesa alta preta com uma escada para fazer espetáculos de marionetas ou concertos de rock and roll. Cada sala tinha a sua própria sala de interioridade onde podíamos fazer coisas de Jesus. Os pais podiam entrar sempre que quisessem para ver se os meninos estão a gostar. Podiam ficar 10 minutos…ou ficar o tempo que quisessem. Na minha escola podia-se trazer o que se quisesse nos dias de festa: bolos, pinhatas e muita comidinha.

A escola do João
A escola do João
A escola da Camila
A escola da Camila
A escola do Bruno
A escola do Bruno

(1) Nomes fictícios escolhidos pelas próprias crianças

(2) Após um Focus Group, procedeu-se à transcrição da gravação da conversa tida com as crianças, tendo resultado um manancial de informações que aos nossos olhos são de grande preciosidade. Ao invés de fazer uma análise conjunta, optou-se por selecionar e separar aquilo que cada criança disse, pois apesar de algumas convergências e de algumas ideias terem surgido no decorrer da conversa, parece-nos que cada visão e narrativa são únicas. 

Artigos da newsletter de abril 2022

Se eu inventasse a minha escola
Autoria: DC, Aluno do 12º anoCentro Educativo/Instituição: Colégio Nossa Senhora da PazContacto: anamonteirogomes@colegiodapaz.org Se eu inventasse a minha escola Como qualquer criança/adolescente já inúmeras vezes questionei o funcionamento das escolas especialmente após ter passado por 4 escolas diferentes. …
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Abril 2022
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Na nossa escola, sala, Queremos…
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Autoria: Grupo de crianças de 5 e 6 anosCentro Educativo/Instituição: Fundação Imaculada Conceição, CovilhãContacto: fatima.tarouca@doroteiascovilha.net Uma Escola de sonho A Escola que eu ia inventar era uma escola muito grande, onde ia haver muita brincadeira! Lá fora, na rua, …
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A minha escola de Sonho…
Autoria: Diana Raquel Saraiva Pinto, Mestranda em Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino BásicoCentro Educativo/Instituição: Escola Superior de Educação de Paula FrassinettiContacto: 2017051@esepf.pt A minha escola de Sonho… Se eu inventasse a minha escola, esta seria uma …
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Se eu inventasse a minha escola…
Autoria: MC, Aluno do 4º anoCentro Educativo/Instituição: Externato do ParqueContacto: dulcemiranda@externatodoparque.pt Se eu inventasse a minha escola… Se eu inventasse a minha escola, eu queria que várias coisas fossem diferentes, como as salas de aula, o recreio, o …
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A escola perfeita
Autoria: JF, Aluno do 7º anoCentro Educativo/Instituição: Colégio de Santa Doroteia, Calvanas, LisboaContacto: dina.ressurreicao@csdoroteia.info A escola perfeita A minha escola perfeita chamar-se-ia “A Escola de Sonhos”. Eu gostaria que as turmas fossem mais pequenas, para haver uma melhor …
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Se eu inventasse a minha escola
Autoria: SN, Aluna do 4º anoCentro Educativo/Instituição: Colégio do SardãoContacto: paulo@colegiodosardao.org Se eu inventasse a minha escola Se eu inventasse a minha escola, a sala de aula seria muito moderna, a cantina e a escola seriam enormes.  Nesta escola, …
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Autoria: SN, Aluna do 6º anoCentro Educativo/Instituição: Colégio da Imaculada Conceição, ViseuContacto: tomoparte@cicviseu.net A minha escola de sonho Na minha escola de sonho, as crianças poderiam usar a roupa que bem entendessem. Poderia haver uniforme de cerimónia. No …
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Se eu inventasse a minha escola

Se eu inventasse a minha escola

Autoria: DC, Aluno do 12º ano
Centro Educativo/Instituição: Colégio Nossa Senhora da Paz
Contacto: anamonteirogomes@colegiodapaz.org

Se eu inventasse a minha escola

Como qualquer criança/adolescente já inúmeras vezes questionei o funcionamento das escolas especialmente após ter passado por 4 escolas diferentes. Cada escola com os seus pontos positivos e negativos.

Na primeira escola onde eu estudei, havia um espaço maravilhoso de recreio com tudo o que pudéssemos querer para brincar e passar o tempo, no entanto, o ambiente era muito competitivo. Neste caso, a competição que havia entre os alunos para se ser o melhor gerava um ambiente nocivo ao desenvolvimento das crianças.  Por estas razões, se eu desenhasse uma escola certamente teria um grande espaço de recreio, dividido por ciclos em que cada área seria destinada a uma faixa etária, a fim de criar um espaço mais apropriado e dedicado a cada grupo.

Para além destes espaços, na minha Escola haveria atividades lúdicas incorporadas no horário normal de aulas. Estas atividades seriam obrigatórias, mas o aluno poderia escolher as que queria realizar. Inúmeros estudos evidenciam uma relação entre um bom desenvolvimento e a prática de atividades lúdicas. Além disso, não só seria mais cómodo para os pais, porque as atividades extracurriculares decorreriam na escola, como ajudaria a desenvolver a comunidade e as relações entre alunos que participassem das mesmas atividades.

Denote-se ainda o tempo que se poupa em deslocações, dado que as atividades seriam realizadas na escola, permitindo assim que o aluno tivesse mais tempo para estudar ou fazer o que precisasse.

Por fim, o aspeto mais importante de qualquer escola: os professores. Na escola do futuro eu gostaria de ter os professores que já tenho. Por outras palavras, na minha escola imaginária os professores seriam flexíveis, proativos, pacientes e adaptáveis às necessidades educativas dos alunos. Tome-se o exemplo dos professores do Colégio Nossa Senhora da Paz que, ao longo da pandemia, alteraram e adaptaram as suas estratégias de ensino a um novo ambiente de sala de aula, recorrendo a diversos recursos para captar não só a atenção do aluno, mas para avaliar também as suas aprendizagens. Esta capacidade de adaptação, que advém das características anteriormente mencionadas, é essencial numa boa educação, porque não somos todos iguais e, por isso, a capacidade dos professores de se adaptarem às necessidades dos alunos permite que estes tenham as melhores oportunidades de sucesso.

Em síntese, a escola que eu quero para o futuro, é uma escola para a qual as bases já existem, precisando apenas de serem desenvolvidas. Assim, cabe a cada um de nós imaginar uma Escola que é a Escola que gostaria que existisse, pois só assim podemos ajudar a melhorá-la.

Maça e livros
Imaginando a escola do futuro.

Artigos da newsletter de abril 2022

Três nomes, três escolas
Autoria: Camila (6 anos), João (5 anos), Bruno (6 anos) e KathyCentro Educativo/Instituição: Obra Social Paulo VIContacto: katherine.silva@obrasocialpaulovi.pt Três nomes, três escolas João, o futurista O nome da minha escola era Escola João, como eu. Era uma escola diferente. …
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Autoria: Diana Raquel Saraiva Pinto, Mestranda em Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino BásicoCentro Educativo/Instituição: Escola Superior de Educação de Paula FrassinettiContacto: 2017051@esepf.pt A minha escola de Sonho… Se eu inventasse a minha escola, esta seria uma …
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Autoria: MC, Aluno do 4º anoCentro Educativo/Instituição: Externato do ParqueContacto: dulcemiranda@externatodoparque.pt Se eu inventasse a minha escola… Se eu inventasse a minha escola, eu queria que várias coisas fossem diferentes, como as salas de aula, o recreio, o …
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A escola perfeita
Autoria: JF, Aluno do 7º anoCentro Educativo/Instituição: Colégio de Santa Doroteia, Calvanas, LisboaContacto: dina.ressurreicao@csdoroteia.info A escola perfeita A minha escola perfeita chamar-se-ia “A Escola de Sonhos”. Eu gostaria que as turmas fossem mais pequenas, para haver uma melhor …
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Autoria: SN, Aluna do 4º anoCentro Educativo/Instituição: Colégio do SardãoContacto: paulo@colegiodosardao.org Se eu inventasse a minha escola Se eu inventasse a minha escola, a sala de aula seria muito moderna, a cantina e a escola seriam enormes.  Nesta escola, …
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A minha escola de sonho
Autoria: SN, Aluna do 6º anoCentro Educativo/Instituição: Colégio da Imaculada Conceição, ViseuContacto: tomoparte@cicviseu.net A minha escola de sonho Na minha escola de sonho, as crianças poderiam usar a roupa que bem entendessem. Poderia haver uniforme de cerimónia. No …
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Abril 2022

Abril 2022

Newsletter Bússola 21 #5 – A minha Escola de sonho

EDITORIAL
Irene Cortesão
Irene Cortesão

Irene Cortesão

Se eu inventasse uma escola

É preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo…

Paulo Freire

A escola é, acreditamos nós, um lugar de esperança. Mas de esperança, como diz Paulo Freire, em que não basta esperar pelo futuro. Uma esperança que nos faz mover, construir um caminho de mudança que nos leve a uma Escola onde todos se sintam parte, onde todos sejam escutados, onde todos contribuam para construir uma Escola melhor, um lugar que ajude a melhorar o mundo.

Foi com este pensamento que resolvemos convidar as crianças e alunos do Centros Educativos das Irmãs Doroteias a sonhar connosco uma escola melhor. Desafiamos todos os centros a escutar as crianças e alunos sobre a escola que gostariam de inventar. Neste desafio pedimos que nos contassem como seria a Escola que gostariam de inventar: o que mudariam nas suas salas, nas suas aulas, nos espaços comuns da escola, na forma de gerir a escola, na e com a comunidade envolvente.

E as crianças e os jovens, como sempre que são escutados, falaram de ideias muito importantes. Recolhemos opiniões desde a creche até ao ensino superior. Deram ideias, opiniões, falaram de mudanças que consideram necessárias, de aspetos que gostariam de melhorar e também do que gostam na(s) escola(s) que têm. Com os mais pequeninos, foi necessário adaptar estratégias e discursos, é claro. Mas todos nos conseguiram falar da sua escola de sonho.

Esta newsletter convida-nos, assim, a sonhar uma Escola.

O primeiro texto que partilhamos é da autoria de crianças da creche do Instituto São José, Vila do Conde. O segundo e o terceiro textos são da autoria de crianças do jardim de infância da Obra Social Paulo VI, Lisboa, e de crianças da Fundação Imaculada Conceição, Covilhã, respetivamente. O quarto e o quinto textos da newsletter foram feitos por alunos do Primeiro Ciclo do Ensino Básico do Externato do Parque, Lisboa, e do Colégio do Sardão, Vila Nova de Gaia respetivamente. O sexto texto foi realizado por alunos do Segundo Ciclo do Ensino Básico do Colégio da Imaculada Conceição, Viseu (2º Ciclo), o sétimo por alunos do Terceiro Ciclo do Ensino Básico do Colégio de Santa Doroteia, Calvanas, Lisboa, o oitavo por alunos do Ensino Secundário do Colégio Nossa Senhora da Paz, Porto. O último texto é da autoria de uma estudante do Mestrado Em Educação Pré-Escolar e Ensino do Primeiro Ciclo do Ensino Básico, da Escola Superior de Educação Paula Frassinetti. 

Agradecemos a todos os autores a generosidade das suas partilhas. Convidamo-vos a sonhar com eles.

Artigos da newsletter de abril 2022

Três nomes, três escolas
Autoria: Camila (6 anos), João (5 anos), Bruno (6 anos) e KathyCentro Educativo/Instituição: Obra Social Paulo VIContacto: katherine.silva@obrasocialpaulovi.pt Três nomes, três escolas João, o futurista O nome da minha escola era Escola João, como eu. Era uma escola diferente. …
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Se eu inventasse a minha escola
Autoria: DC, Aluno do 12º anoCentro Educativo/Instituição: Colégio Nossa Senhora da PazContacto: anamonteirogomes@colegiodapaz.org Se eu inventasse a minha escola Como qualquer criança/adolescente já inúmeras vezes questionei o funcionamento das escolas especialmente após ter passado por 4 escolas diferentes. …
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Autoria: Grupo de crianças de 2 anosCentro Educativo/Instituição: Instituto São José, Vila do CondeContacto: ed.adriana@institutosjose.pt Na nossa escola, sala, Queremos… Ao grupo dos 2 anos foram apresentadas algumas questões, adaptadas à faixa etária, como forma de documentar a …
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Uma Escola de sonho
Autoria: Grupo de crianças de 5 e 6 anosCentro Educativo/Instituição: Fundação Imaculada Conceição, CovilhãContacto: fatima.tarouca@doroteiascovilha.net Uma Escola de sonho A Escola que eu ia inventar era uma escola muito grande, onde ia haver muita brincadeira! Lá fora, na rua, …
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A minha escola de Sonho…
Autoria: Diana Raquel Saraiva Pinto, Mestranda em Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino BásicoCentro Educativo/Instituição: Escola Superior de Educação de Paula FrassinettiContacto: 2017051@esepf.pt A minha escola de Sonho… Se eu inventasse a minha escola, esta seria uma …
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Se eu inventasse a minha escola…
Autoria: MC, Aluno do 4º anoCentro Educativo/Instituição: Externato do ParqueContacto: dulcemiranda@externatodoparque.pt Se eu inventasse a minha escola… Se eu inventasse a minha escola, eu queria que várias coisas fossem diferentes, como as salas de aula, o recreio, o …
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A escola perfeita
Autoria: JF, Aluno do 7º anoCentro Educativo/Instituição: Colégio de Santa Doroteia, Calvanas, LisboaContacto: dina.ressurreicao@csdoroteia.info A escola perfeita A minha escola perfeita chamar-se-ia “A Escola de Sonhos”. Eu gostaria que as turmas fossem mais pequenas, para haver uma melhor …
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Se eu inventasse a minha escola
Autoria: SN, Aluna do 4º anoCentro Educativo/Instituição: Colégio do SardãoContacto: paulo@colegiodosardao.org Se eu inventasse a minha escola Se eu inventasse a minha escola, a sala de aula seria muito moderna, a cantina e a escola seriam enormes.  Nesta escola, …
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A minha escola de sonho
Autoria: SN, Aluna do 6º anoCentro Educativo/Instituição: Colégio da Imaculada Conceição, ViseuContacto: tomoparte@cicviseu.net A minha escola de sonho Na minha escola de sonho, as crianças poderiam usar a roupa que bem entendessem. Poderia haver uniforme de cerimónia. No …
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Na nossa escola, sala, Queremos…

Na nossa escola, sala, Queremos…

Autoria: Grupo de crianças de 2 anos
Centro Educativo/Instituição: Instituto São José, Vila do Conde
Contacto: ed.adriana@institutosjose.pt

Na nossa escola, sala, Queremos…

Ao grupo dos 2 anos foram apresentadas algumas questões, adaptadas à faixa etária, como forma de documentar a perceção que as crianças têm da sua escola. Na perspetiva de recolher sugestões, ideias relacionadas com o que podíamos ter de novo, o que poderia ser diferente, neste desafio de projetar a escola que gostariam que existisse: “O que gostavam de ter de diferente na nossa escola?”, “O que podíamos ter na escola e ainda não temos?”, “Que brinquedos novos podíamos ter?” (…) 

A propósito da sua escola as crianças referem: “O Instituto tem meninos para brincar.”, “O parque.”, “O outro parque.”, “Tem escorregas para brincar.”, “Gostamos do parque.”, “A comida.”, “A ginástica.”, “Fazer brincadeiras.”, “O mar”. 

Educadora: “O que gostavam de ter no parque e que ainda não temos?” As crianças muito prontamente afirmaram: “Brinquedos e bebés”, “Motas! Só tem uma.”, “Trator” e “Camião”. 

  Educadora: “E na nossa sala… “, “O que poderíamos ter de novo, diferente?”

As crianças, de um modo muito espontâneo, partilharam respostas direcionadas para o projeto que estão a desenvolver e que conta com a sua participação efetiva – O mar. É percetível que a motivação pelo novo, diferente, recai sobre esta vivência que lhes é muito imediata e que os motiva diariamente. Sublinharam as escolhas que fizeram quanto aos elementos do mar que já construíram e o que pretendem ainda fazer. “Falta o polvo!” ,“Queremos fazer o polvo.”, “Fizemos o peixe arco-íris – está ali!”, “Queremos fazer a medusa.”, “Fizemos o mar, os caranguejos, os peixes.”, “O mar é bonito.” 

Escola de sonho V do Conde 4

Fig.4. Rede do projeto de sala – sempre em atualização – As crianças registam, ilustram as suas ideias, o que pretendem fazer.Estas são as perceções de um grupo de criança de 2 anos que manifesta a alegria de falar na sua escola com simplicidade, entusiasmo e que projeta a motivação para o que poderiam ter de diferente num projeto de sala que estimula a participação ativa e que surgiu inteiramente dos seus interesses.

Escola de sonho V do Conde 1
Fig.1 Ilustração realizada pelas crianças do grupo dos dois anos – “Os meninos na escola.” 
Escola de sonho V do Conde 2
Fig.2. Ilustração das crianças – O nosso parque e o que queremos.
Escola de sonho V do Conde 3
Fig.3. Amostra do painel do fundo do mar construído pelas crianças.

Artigos da newsletter de abril 2022

Três nomes, três escolas
Autoria: Camila (6 anos), João (5 anos), Bruno (6 anos) e KathyCentro Educativo/Instituição: Obra Social Paulo VIContacto: katherine.silva@obrasocialpaulovi.pt Três nomes, três escolas João, o futurista O nome da minha escola era Escola João, como eu. Era uma escola diferente. …
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Uma Escola de sonho

Uma Escola de sonho

Autoria: Grupo de crianças de 5 e 6 anos
Centro Educativo/Instituição: Fundação Imaculada Conceição, Covilhã
Contacto: fatima.tarouca@doroteiascovilha.net

Uma Escola de sonho

A Escola que eu ia inventar era uma escola muito grande, onde ia haver muita brincadeira!

Lá fora, na rua, era o parque. Tinha um carrocel, um comboio para as crianças andarem. Havia uma piscina grande que no inverno estava cheia de bolas e no verão estava cheia de água. Tínhamos também um trampolim, onde podíamos saltar e um insuflável de castelo…e as professoras estavam vestidas de princesas!

Havia um espaço muito grande, o Jardim…cheio de árvores onde íamos brincar ao pé da Natureza. No verão podíamos fazer um picnic e momentos de interioridade no Jardim…

As salas tinham muitos computadores para jogarmos e havia robots que faziam tudo por nós… e nós só brincávamos e descansávamos… Não!!! Não era assim! Nós também íamos trabalhar porque é importante para aprender e para a nossa vida…e nas salas havia muitas canetas, lápis de carvão, de cor, pincéis, esponjas e tintas…e rolos para pintar!

Na nossa escola de sonho também ia haver uma sala de ginásio com bicicletas, balizas, cestos de basquete, colchões…e quem quisesse pedia às professoras para ir lá.

Íamos passear para aprender mais, íamos de autocarro a Lisboa, a Castelo Branco, a Coimbra e ao Algarve.

Foi muito divertido imaginar a Escola de sonho porque é giro saber que a brincar também aprendemos, não é só a trabalhar que aprendemos… É engraçado porque todos os dias aprendemos.

 Texto compilado com as frases das crianças da Sala 8 (de 5 e 6 anos)

Arte Escola de sonho Imaculada Conceição 5
Arte Escola de sonho Imaculada Conceição 1
Arte Escola de sonho Imaculada Conceição 2
Arte Escola de sonho Imaculada Conceição 3
Arte Escola de sonho Imaculada Conceição 4

Artigos da newsletter de abril 2022

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A minha escola de Sonho…

A minha escola de Sonho…

Autoria: Diana Raquel Saraiva Pinto, Mestranda em Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico
Centro Educativo/Instituição: Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti
Contacto: 2017051@esepf.pt

A minha escola de Sonho…

Se eu inventasse a minha escola, esta seria uma mini cidade, onde existisse uma mini feirinha de profissões, museus, cinemas, exposições… no fundo, uma cidade repleta de experiências – onde cada um, pudesse observar e experimentar o que se faz em cada um dos empregos e também em cada local. Pois no fundo, no futuro, o que nos espera é um mundo de experiências das quais devemos ter contacto o quanto antes, de modo a desenvolvermos competências e habilidades, para estarmos bem preparados. Se assim fosse, iriamos conseguir conhecer quem somos, conhecer o nosso interior, conhecer onde nos sentimos bem e o que fazer para nos sentirmos realizados.

Visualmente, a escola seria um espaço simples, minimalista, mas com tudo o que fosse necessário para nos desenvolvermos física e mentalmente. Seria composto por envidraçados, de modo que se conseguisse observar o exterior e o espaço que nos rodeia, sentindo-nos assim integrados, ao invés de deslocados. Seria uma escola inclusiva, estando preparada para pessoas portadoras de deficiências motoras e cognitivas. Seria possível ter espaços exteriores dedicados não só para o recreio, como é habitual, mas também para decorrerem as atividades e as aprendizagens. A escola seria um local flexível, onde pudéssemos criar o nosso próprio horário, uma vez que nem somos todos iguais: muitos de nós são mais produtivos de noite, do que de dia, muitos não necessitam de estar 3h dedicados a uma atividade, bastando-lhes apenas 1h. 

Assim, num ambiente de autonomia, flexibilidade e envolvimento, os alunos poderiam convidar os seus amigos e familiares a participar no ambiente educativo – sendo que cada um poderia contribuir da forma que quisesse, sentindo-se útil e capaz de contribuir com o que de melhor tem. Desta forma, a escola não seria apenas um espaço de alunos, professores e funcionários, onde os pais apenas se deslocam para reuniões ou festividades. A escola, deveria ser um espaço onde todos pudessem aprender, ensinar e colaborar com o que têm de melhor. Se um pai tem conhecimento acerca de um determinado assunto, porque motivo tem de ser o professor a falar sobre ele? Se uma mãe é professora de educação física porque não dar uma aula juntamente com o professor, exemplificando o trabalho colaborativo e em equipa? Relembremo-nos que os mais novos, não fazem o que dizemos: eles fazem o que fazemos. Portanto, a comunidade educativa, tem de ser o exemplo. A escola deveria receber e incentivar ao voluntariado, para todos sentirem que podem sempre contribuir de alguma forma, acrescentando algo à sociedade que nos rodeia.

No que concerne à sustentabilidade, a escola deveria ser, em segundo lugar, o local que procurasse ter práticas sustentáveis e amigas do ambiente – dando aos alunos garrafas de água recicláveis, ao invés de vender garrafas de água de plástico e eliminar o uso deste; nas artes, pedir às crianças que trouxessem materiais que tivessem em casa (restos de tecido, lápis de cor e marcadores utilizados, restos de cartolinas…) em vez de no inicio do ano letivo, pedir uma lista de materiais infindáveis; procurar ter uma alimentação “plant based” (à base de plantas), esses alimentos podiam ser plantados, tratados, colhidos e comidos pela comunidade educativa; deveriam existir caixotes do lixo por toda a escola, bem como ecopontos e combustores. A escola, poderia deixar-nos levar o nosso animal de estimação de vez em quando, de modo que todos nós nos sensibilizássemos desde cedo à importância de cuidar do outro, de respeitar, tratar e sobretudo conviver.

A escola, seria uma segunda casa, pois num ambiente confortável e seguro, é que as crianças aprendem. O ambiente estaria previamente preparado para estar ao alcance de todos, de forma fácil e segura. Existiria um parque para estacionar bicicletas à entrada da escola e um espaço para realizar exercício físico. Toda a comunidade poderia andar descalça ou com chinelos dentro das instalações; as cadeiras seriam reguláveis à altura de cada um; existiria computadores, tablet e material informático acessível a todos (existiria a parte tecnológica, sim, mas nunca descartando a parte humana e prática que deve continuar a existir e a ser preservada); as mesas estariam agrupadas de modo que estivessem 3/4 alunos juntos ao invés de mesas corridas, com os estudantes de costas voltadas uns para os outros como é habitual nos dias que correm; ao longo da escola e biblioteca, existiram sofás/cadeirões confortáveis, onde se pudesse repousar, ler um livro ou ouvir música; existiria um espaço dedicado ao relaxamento, ao cuidado interior, à introspeção, para que desde cedo entendêssemos que devemos trabalhar de dentro para fora, dedicando tempo a nós mesmos; seria uma escola rodeada por natureza, para nela podermos aprender, explorar e respeitar desde cedo.

A escola, deveria ser um espaço que não estivéssemos só de passagem, onde ficássemos apenas durante o tempo em que temos atividades letivas. Se nos sentíssemos verdadeiramente bem, quereríamos lá ficar.

Na minha escola de sonho, todos se conheceriam uns aos outros, pois existiria espaço para diálogo, para conhecer o outro, para partilhar e participar. Lá, haveria trabalho de equipa, colaboração e entreajuda, para atingir um objetivo comum: a aprendizagem mútua e o bem-estar coletivo. Não existiriam hierarquias, pois todos se respeitavam, todos participavam e todos se ouviam. Todos podiam e deviam cozinhar, limpar, colocar a mesa, decorar, aprimorar, enfeitar, cuidar… tal como nós fazemos em nossa casa. A escola, deveria ser um local familiar e informal, de modo que todos fossemos próximos, como uma família deve ser. 

Acredito que assim, a sociedade fosse mais bem preparada, amiga, unida e cuidadora, dos que nos rodeiam e do que nos rodeia. Seria assim uma escola onde as aprendizagens decorriam de forma bidirecional e significativa.

A minha escola de sonho

Uma escola acessível, minimalista, flexível e familiar – num ambiente de experiências e participação, a aprendizagem iria resultar

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Se eu inventasse a minha escola…

Se eu inventasse a minha escola, eu queria que várias coisas fossem diferentes, como as salas de aula, o recreio, o refeitório e muito mais.

As salas de aula teriam os alunos agrupados em pares, para que quando alguém tivesse dúvidas, o outro ajudasse (mas tinham de falar baixo). O/A professor/a teria robôs ajudantes para controlar o barulho, a brincadeira e para corrigir os trabalhos de casa. O quadro interativo e o quadro de giz seriam muito grandes, para o/a professor/a ter espaço para escrever. Os alunos iriam aprender com manuais virtuais e teriam de entregar o trabalho carregando num botão virtual. Quando tivessem de fazer um texto pequeno, escreviam-no no word, mas os grandes seria nas folhas para também aprenderem a escrever.

O recreio seria muito grande, com baloiços, um escorrega grande e dois campos para jogar futebol e basquetebol.

Quando houvesse qualquer guerra, a escola iria ter campanhas em que os alunos poderiam ajudar a recolher enlatados e comidas de longo prazo, para a escola enviar para esse país.

E, por fim, a escola chamar-se-ia Colégio da Floresta. Espero que no futuro existam muitas escolas com esta.

escola de sonho parque

Com estas melhorias, a nossa escola ficaria perfeita.

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