PASSAR do medo à confiança: DOMINGO DE PÁSCOA

Símbolo de Santa Paula

Pelicano: “O pelicano é símbolo do amor paternal, devido à crença de que esta ave aquática é extremamente zelosa com as suas crias, alimentando-as com o seu próprio sangue e carne. A iconografia cristã fez do pelicano símbolo do sacrifício e ressurreição de Cristo.”1

Associamos o pelicano a Santa Paula porque à semelhança de Jesus também ela deu/gastou a vida pelo Instituto das Irmãs Doroteias. Podemos ler no livro das Memórias o que recordou uma irmã a seu respeito: “Se eu soubesse – disse a nossa afetuosa Fundadora com o rosto inflamado – se eu soubesse que uma das minhas Irmãs se encontrava longe do Instituto, parece-me que caminharia mesmo de joelhos para a ir buscar.” (Memórias, pág. 530.)
Estas palavras são reveladoras da dimensão do seu sacrifício pelas suas Irmãs.

Paula conhecia e apreciava o alcance profundo deste símbolo associado a Cristo, de tal modo que em 1864, ofereceu ao Papa Pio IX um pelicano feito por ela.

Domingo da Ressurreição

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predileto de Jesus e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos. (Jo 20,1-9)

Para refletir

Olhar e atitude de Maria

Madalena vai de manhã cedo, ainda escuro, ao túmulo, e vê, com um olhar normal a pedra retirada; pensa que tinham levado o corpo de Jesus e é isso que vai dizer a Simão Pedro e ao discípulo amado. Ela vai quando ainda está escuro, não vê claramente… não acredita… (No evangelho de João quem anda na noite, no escuro, nas trevas, anda perdido na incompreensão e na cegueira, e nada entende).2

Olhar e atitude de João

“O discípulo amado” entrou, viu e acreditou. O olhar de João é olhar do discípulo fiel que acompanhou Jesus também na cruz, é o olhar de quem lê e compreende os sinais, que vê e os entende à luz do mistério: morte e ressurreição de Jesus.

O meu de olhar e a minha atitude

  • Como me sinto a olhar para esta realidade nova de pandemia que me envolve? Estou “desperto” para ler os sinais de Deus?
  • Olho para o que vejo a partir da escuridão ou como quem procura ler os sinais de Deus à luz dos acontecimentos da morte e ressurreição de Jesus?
  • Acredito que Jesus está vivo hoje? Alegro-me porque Jesus está vivo e presente na minha vida?
  • A minha vida deixa transparecer esta confiança em Jesus?

Frase da semana:

“Desejo a todas Santa Páscoa, mas lembrem-se bem de que, para ressuscitar com Jesus, é preciso primeiro morrer com Ele no Calvário e na Cruz.” Paula Frassinetti

1 in Pelicano
2 Cf. Túmulo aberto

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