Esta formação teve como objetivo incorporar o Perfil dos Alunos dos Centros Educativos das Irmãs Doroteias (PA) na prática letiva dos diferentes níveis de ensino dos Departamentos de Ciências Naturais dos diferentes colégios, adequando a ação educativa às finalidades do PA.
“A formação decorreu em Comunidade de Prática (CoP), ou seja, em rede, com a orientação da Professora Daniela Gonçalves e da Professora Helena Marques, pretendendo promover a reflexão sobre as fases de planificação, execução e avaliação da prática letiva.”
Nós, professoras de Ciências Naturais/Biologia/Geologia do CSD, em Lisboa, integrámos esta formação com outros professores do mesmo departamento do Colégio de Nossa Senhora da Paz, no Porto, do Colégio da Imaculada Conceição, em Viseu, e do Externato do Parque, Lisboa.
Devido à dificuldade de escolha de um domínio transversal desde o 5º ao 12º ano, sugerimos que se trabalhassem as Aprendizagens Essenciais do 7º ano (AE7). Para cada conjunto de aprendizagens essenciais, identificámos as competências do PA desenvolvidas, associadas a conhecimentos, capacidades e atitudes. Para cada AE, e usando a nossa experiência acumulada ao longo dos últimos anos de lecionação, escolhemos qual dos seis níveis da Taxonomia de Bloom seria atingido pelos alunos: lembrar, compreender, aplicar, analisar, avaliar e criar.
Paralelamente, foi necessário olhar para as AE deste ano numa lógica de continuidade entre 2º, 3º Ciclos e Secundário e fazer a articulação vertical. A referir, preferimos iniciar o 7º ano pelas AE sobre “Minerais” e só utilizar as “Paisagens características” após trabalhar cada tipo de rocha. Por outro lado, após as AE sobre “Paisagens Sedimentares”, optámos por lecionar as AE sobre “Fósseis”, dando ênfase à “Evolução”, tema que quase não é abordado ao longo do básico.
Por fim, definimos ações estratégicas e o objeto de avaliação para cada Competência: mantivemos algumas das ações que já usamos habitualmente por serem práticas com metodologias ativas, interessantes e mobilizadoras da aprendizagem, e redesenhámos outras possibilidades, adequando o objeto a avaliar ao longo ou no final deste processo.
No final, como aspeto positivo, destacaríamos uma maior consciência e aferição da nossa prática letiva ao longo de todo este processo.
