{"id":2992,"date":"2021-05-21T08:32:29","date_gmt":"2021-05-21T08:32:29","guid":{"rendered":"https:\/\/irmasdoroteias.pt\/?p=2992"},"modified":"2021-07-12T20:22:24","modified_gmt":"2021-07-12T20:22:24","slug":"a-compaixao-que-cura-e-envia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/irmasdoroteias.pt\/?p=2992","title":{"rendered":"A COMPAIX\u00c3O QUE CURA E ENVIA"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Chamei-vos Amigos\u2026 porque tudo o que ouvi de Meu Pai vo-lo dei a conhecer\u201d (III)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Leitura<\/h1>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><em>Mas ele, querendo justificar a pergunta feita, disse a Jesus: \u00abE quem \u00e9 o meu pr\u00f3ximo?\u00bb&nbsp;Tomando a palavra, Jesus respondeu:<\/em><br><em>\u00abCerto homem descia de Jerusal\u00e9m para Jeric\u00f3 e caiu nas m\u00e3os dos salteadores que, depois de o despojarem e encherem de pancadas, o abandonaram, deixando-o meio morto.&nbsp;Por coincid\u00eancia, descia por aquele caminho um sacerdote que, ao v\u00ea-lo, passou ao largo.&nbsp;Do mesmo modo, tamb\u00e9m um levita passou por aquele lugar e, ao v\u00ea-lo, passou adiante.<\/em> <br><em>Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao p\u00e9 dele e, vendo-o, encheu-se de compaix\u00e3o.&nbsp;Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho, colocou-o sobre a sua pr\u00f3pria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele.&nbsp;No dia seguinte, tirando dois den\u00e1rios, deu-os ao estalajadeiro, dizendo: &#8216;Trata bem dele e, o que gastares a mais, pagar-to-ei quando voltar.&#8217;&nbsp;Qual destes tr\u00eas te parece ter sido o pr\u00f3ximo daquele homem que caiu nas m\u00e3os dos salteadores?\u00bb<\/em><br><em>Respondeu: \u00abO que usou de miseric\u00f3rdia para com ele.\u00bb Jesus retorquiu: \u00abVai e faz tu tamb\u00e9m o mesmo.\u00bb<\/em><br>(Lc 10, 29-37)<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Gra\u00e7a a pedir<\/h4>\n\n\n\n<p>Pedir a gra\u00e7a de dar de gra\u00e7a o que de gra\u00e7a recebi.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1\u00ba ponto \u2013 <strong><strong><strong>Teve compaix\u00e3o e cuidou dele<\/strong><\/strong><\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Nesta par\u00e1bola, Jesus faz-nos olhar para um homem que foi deixado meio morto, \u00e0 beira do caminho, porque caiu nas m\u00e3os de salteadores que, depois de o despojarem e encherem de pancadas, o abandonaram.<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Passaram por ele tanto os profissionais de Deus como os das leis que ao v\u00ea-lo passam ao longe ou adiante. N\u00e3o t\u00eam tempo para se deixar comover, v\u00e3o ocupados com o que t\u00eam que fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Jesus faz-nos tamb\u00e9m olhar, cuidadosamente, para outro homem que, n\u00e3o s\u00f3 passa, mas se chega ao p\u00e9 dele e, vendo-o, enche-se de compaix\u00e3o.&nbsp;A compaix\u00e3o muda tudo. O homem aproxima-se, liga-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho, coloca-o sobre a sua pr\u00f3pria montada, leva-o para uma estalagem e cuida dele. Como se isto n\u00e3o bastasse, no dia seguinte, tira dois den\u00e1rios, d\u00e1-os ao estalajadeiro e diz-lhe: \u2018Trata bem dele e, o que gastares a mais, pagar-to-ei quando voltar.\u2019&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 imposs\u00edvel olhar para este quadro e n\u00e3o me ver a mim e o modo como Jesus me trata e o convite final \u00e9: \u201cvai e faz o mesmo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">2\u00ba ponto \u2013 <strong><strong><strong>Paula sente-se enviada a fazer o mesmo<\/strong><\/strong><\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Paula n\u00e3o fica ao longe a compadecer-se da situa\u00e7\u00e3o das irm\u00e3s, p\u00f5e-se a caminho e desafia os cocheiros. Uns t\u00eam medo, outros passam ao longe, n\u00e3o querem comprometer-se, mas um aceitou. Paula arrisca, com ele, aproximar-se da realidade. \u00c9 ela que vai, \u00e9 a vida entregue, \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o que a move e mobiliza e, com a sua f\u00e9 e confian\u00e7a, arrasta outros. Foi isso que aconteceu ao enfrentar a torrente do Polcevera:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><em>\u201cAo amanhecer, chegou a G\u00e9nova a not\u00edcia da extraordin\u00e1ria inunda\u00e7\u00e3o da torrente Polcevera. O cora\u00e7\u00e3o maternal da nossa Madre Fundadora apertou-se-lhe ao pensar no perigo que corriam as suas Filhas. Queria ver com os pr\u00f3prios olhos, ajud\u00e1-las, se pudesse, ou pelo menos incutir-lhes coragem e morrer com elas, se preciso fosse. Nada p\u00f4de det\u00ea-la&#8230; Finalmente, um certo cocheiro de Rivarolo, que por acaso se encontrava em G\u00e9nova, aceitou levar a nossa Madre Fundadora e a companheira. \u00c0 medida que avan\u00e7avam para a torrente Polcevera, o perigo aumentava: a regi\u00e3o circundante parecia um mar, \u2026o cocheiro insistia em voltar para tr\u00e1s, mas a nossa Fundadora, animando a companheira e cheia de f\u00e9, pedia-lhe que por amor de Deus continuasse, assegurando-lhe que Nossa Senhora os havia de salvar\u2026 encontraram-se em evidente perigo de serem arrastados pela corrente&#8230; A carruagem, finalmente, estava a salvo. Entretanto, as nossas Irm\u00e3s de Rivarolo tinham subido com as alunas para a pequena torre do Casino\u2026 De repente, v\u00eaem aproximar-se uma carruagem, e n\u00e3o h\u00e1 uma que n\u00e3o adivinhe quem vem ter com elas; e todas rejubilam de alegria, se bem que transidas de p\u00e2nico. Descem precipitadamente ao encontro da querida Madre Frassinetti, que, atravessando com dificuldade a \u00e1gua que rodeava o Casino, se lan\u00e7a nos bra\u00e7os das suas Filhas. Toda a regi\u00e3o est\u00e1 inundada!&#8230; pouco a pouco as \u00e1guas desceram, e parece que n\u00e3o houve v\u00edtimas a lamentar. Quando a \u00e1gua deixou livre o caminho, a Madre Frassinetti mandou chamar o cocheiro que a tinha levado a Rivarolo e, agradecendo-lhe de todo o cora\u00e7\u00e3o, ofereceu-lhe a maior recompensa que a sua pobreza lhe consentia\u201d<\/em> <em>(Mem\u00f3rias p. 44 e 45).<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">3\u00ba ponto \u2013 <strong><strong><strong>A miss\u00e3o que me \u00e9 confiada<\/strong><\/strong><\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>O Samaritano chegou ao p\u00e9 do homem que estava despojado, espancado, abandonado e meio morto, viu-o e teve compaix\u00e3o dele.<\/p>\n\n\n\n<p>Tomo consci\u00eancia da compaix\u00e3o de Jesus para comigo ao longo da minha vida: Ele liga-me todas as feridas para que encontre o sentido dos momentos sem-sentido da minha vida e envia-me a fazer aos outros o que Ele fez comigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Dou conta que eu sou essa pessoa que continuamente me sinto assaltada com tantas preocupa\u00e7\u00f5es, me sinto espancada, algu\u00e9m a quem a vida arranca as for\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>O que \u00e9 que me faz sentir abandonado e meio morto? Jesus passa por mim, aproxima-se\u2026 falar-lhe desta experi\u00eancia na minha vida. Deixar que Ele me cuide\u2026 sentir que Ele n\u00e3o me deixa entregue ao abandono. Depois de me sentir cuidado, ou\u00e7o: \u201cAgora vai e faz o mesmo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Paula recebeu o mandato: \u201cvai e faz o mesmo\u201d, a compaix\u00e3o torna-a pr\u00f3xima, leva-a a arriscar confiando. A partir daqui, \u00e9-me pedido que seja compaix\u00e3o para os outros como Jesus \u00e9 para mim. Olho para o modo como Paula aprendeu com Jesus e confio-me ao Jesus de Paula. A experi\u00eancia da pandemia veio revelar e\/ou provocar situa\u00e7\u00f5es de pessoas ca\u00eddas, abandonadas, isoladas\u2026 na minha casa, nos lugares que eu frequento, na sociedade\u2026<\/p>\n\n\n\n<ul><li>O que quer dizer para mim, hoje, \u201cvai e faz tu o mesmo\u201d?<\/li><li>J\u00e1 me aconteceu \u201cpassar adiante\u201d, com pressa, cheio de justifica\u00e7\u00f5es?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><em>Penso num gesto samaritano de compaix\u00e3o para o meu dia-a-dia\u2026<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><strong>Terminamos este encontro com Maria, a Mulher do quotidiano, da compaix\u00e3o\u2026 com um poema-ora\u00e7\u00e3o de D. Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a:<\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><em>(\u2026) Aprendemos com Maria que o quotidiano \u00e9 o lugar para acolher o anjo e as surpresas do an\u00fancio de Deus.<br>Com Maria compreendemos que o quotidiano \u00e9 o espa\u00e7o da visita\u00e7\u00e3o, e que quando esta acontece o divino estremece em n\u00f3s.&nbsp;<br>Com Maria sentimos que as mil tarefas de um quotidiano exigente s\u00e3o mil oportunidades para dizer, diante do olhar de Deus, o nosso &#8220;sim&#8221;.<br>Com Maria experimentamos que o quotidiano nos permite n\u00e3o um alheamento, mas uma intimidade concreta e dia-a-dia renovada com Jesus.<br>Com Maria descobrimos o valor dos pequenos gestos, dos rituais repetidos, dos olhares que n\u00e3o se temem, do dom que \u00e9 a presen\u00e7a sem mais.<br>Com Maria sabemos que um sorriso \u00e9 uma hist\u00f3ria partilhada.<br>Com Maria damo-nos conta que o quotidiano \u00e9 sim feito de migalhas, mas que misteriosamente elas cont\u00eam o infinito de Deus.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>B\u00ean\u00e7\u00e3o Final<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><em>Aben\u00e7oe-nos o Pai com a Sua Omnipot\u00eancia, <\/em><br>A<em>ben\u00e7oe-nos o Filho com a Sua Sabedoria,<\/em><br><em>Aben\u00e7oe-nos o Esp\u00edrito Santo com a Caridade.<\/em> (Santa Paula Frassinetti)<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>#Maio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2361,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","ghostkit_customizer_options":"","ghostkit_custom_css":"","ghostkit_custom_js_head":"","ghostkit_custom_js_foot":"","ghostkit_typography":""},"categories":[127,36,4],"tags":[120,54],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/irmasdoroteias.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fundo_chamei-vos-amigos.jpg",1024,401,false],"thumbnail":["https:\/\/irmasdoroteias.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fundo_chamei-vos-amigos.jpg",150,59,false],"medium":["https:\/\/irmasdoroteias.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fundo_chamei-vos-amigos-300x117.jpg",300,117,true],"medium_large":["https:\/\/irmasdoroteias.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fundo_chamei-vos-amigos.jpg",768,301,false],"large":["https:\/\/irmasdoroteias.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fundo_chamei-vos-amigos.jpg",1024,401,false],"1536x1536":["https:\/\/irmasdoroteias.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fundo_chamei-vos-amigos.jpg",1024,401,false],"2048x2048":["https:\/\/irmasdoroteias.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fundo_chamei-vos-amigos.jpg",1024,401,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"Irm\u00e3s 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