PASSAR à conversão de coração: Domingo de Ramos

Símbolo de Santa Paula:

Girassol: Junho de 1882. Paula adoeceu gravemente. Aproximava-se a sua hora. Apesar de todos os esforços dos médicos a doença progrediu e, no dia 11 desse mês, Paula morreu na grande paz de que goza um coração que sempre fez o bem.

Depois da sua morte, muitas pessoas recordavam todo o bem que ela fez. S. João Bosco, que conhecia muito bem Paula, disse a seu respeito: “É um verdadeiro girassol!

Assim como o girassol se volta sempre para a luz do sol, assim Paula orientou sempre a sua vida para a Vontade de Deus.

 

Domingo de Ramos

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos foram ter com Jesus e perguntaram-lhe: «Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?» Ele respondeu: «Ide à cidade, a casa de um certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo; é em tua casa que quero celebrar a Páscoa com os meus discípulos.’» Os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa. Ao cair da tarde, sentou-se à mesa com os Doze. Enquanto comiam, disse: «Em verdade vos digo: Um de vós me há-de entregar.» Profundamente entristecidos, começaram a perguntar-lhe, cada um por sua vez: «Porventura serei eu, Senhor?» Ele respondeu: «O que mete comigo a mão no prato, esse me entregará. O Filho do Homem segue o seu caminho, como está escrito acerca dele; mas ai daquele por quem o Filho do Homem vai ser entregue. Seria melhor para esse homem não ter nascido!» Judas, o traidor, tomou a palavra e perguntou: «Porventura serei eu, Mestre?» «Tu o disseste» – respondeu Jesus. Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, depois de pronunciar a bênção, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: «Tomai, comei: Isto é o meu corpo.» Em seguida, tomou um cálice, deu graças e entregou-lho, dizendo: «Bebei dele todos. Porque este é o meu sangue, sangue da Aliança, que vai ser derramado por muitos, para perdão dos pecados. Eu vos digo: Não beberei mais deste produto da videira, até ao dia em que beber o vinho novo convosco no Reino de meu Pai.» Depois de cantarem os salmos, saíram para o Monte das Oliveiras. Jesus disse-lhes, então: «Nesta mesma noite, todos ficareis perturbados por minha causa, porque está escrito: Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho serão dispersas. Mas, depois da minha ressurreição, hei-de preceder-vos na Galileia.» Tomando a palavra, Pedro respondeu-lhe: «Ainda que todos fiquem perturbados por tua causa, eu nunca me perturbarei!» Jesus retorquiu-lhe: «Em verdade te digo: Esta mesma noite, antes de o galo cantar, vais negar-me três vezes.» Pedro disse-lhe: «Mesmo que tenha de morrer contigo, não te negarei!» E todos os discípulos afirmaram o mesmo. (Mt 26, 14 – 27, 66)

Para refletir:

É a Festa do Domingo de Ramos.

Jesus, que viveu sempre voltado para o Pai, veio ao mundo para fazer a Sua Vontade e levou até ao extremo as consequências da sua identidade e missão, do Seu Amor pelo Pai e pela Humanidade.
Aquele que passou fazendo o bem aproxima-se, agora, de Jerusalém, aproxima-se da Sua Hora, de partir deste mundo para o Pai.
Aquele que sempre andou a pé ou de barco entra, agora, montado num jumentinho e deixa-se aclamar por Rei.
Defende e assume claramente a Sua identidade e missão.
Ele é o Salvador esperado, o Messias, o libertador, o “Filho de David”.

Entrando no Evangelho deste dia,
“somos todos levados a percorrer e a reviver as últimas e decisivas vinte e quatro horas de Jesus, desde as 15h00 de Quinta-Feira Santa até perto das 18h00 de Sexta-Feira Santa:

  • 15h00 = Preparação da Ceia
  • 18h00 = Ceia Primeira!
  • 21h00 = Getsémani
  • 24h00 = Prisão de Jesus
  • 03h00 = Pedro nega e o galo canta
  • 06h00 = Jesus diante de Pilatos
  • 09h00 = Crucifixão de Jesus
  • 12h00 = as trevas em vez da Luz!
  • 15h00 = Morte de Jesus
  • 18h00 = Sepultamento de Jesus”1

Aproxima-se a hora em que o que tínhamos por certo e seguro se desmorona.

Vivemos o tempo da impotência humana, a grande oportunidade para que Deus possa fazer milagres na nossa história.

Precisamos de passar por dentro deste tempo de incerteza que nos dá medo para aprendermos a entregar-nos a Deus, conscientes das nossas debilidades, e certos de que uma hora nova está já preparada para nascer.

O homem acreditava que podia ser Senhor da vida e da morte, podia determinar quem pode nascer e quando vai morrer. Estamos a confrontar-nos com a nossa verdade: Deus dá-nos a possibilidade de dominar a terra mas não somos senhores de nada. Está a nascer um novo céu, uma nova terra, uma nova humanidade. Um céu mais claro, uma terra mais limpa, uma humanidade mais solidária. E já vemos os sinais.

Aproxima-se a hora…

  • Que estou a fazer para acolher esta hora?
  • Que me sinto a perder?
  • Que me sinto a ganhar?
  • A que me agarro para alimentar a esperança?
  • Para Onde é que esta Hora me está a voltar?

…como o girassol, voltada para o sol, para Deus.

 

Frase da Semana:

“A tribulação cerca-nos de toda a parte…porém, não desanimo, porque sei que o grão, para dar fruto, primeiro tem que apodrecer debaixo da terra.” Paula Frassinetti

 

in Mesa da Palavras